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Respire fundo e veja: 3 dias presa na lama, relembre a desumana história da menina que não pôde ser resgatada

No ano de 1986, uma triste tragédia envolvendo a menina Omayra Sánchez gerou uma enorme onda de revolta na população colombiana.

No ano em questão, o vulcão denominado ‘Nevado del Ruiz’, acabou entrando em erupção, devastando o município de Armero, localizado no país colombiano. A tragédia, felizmente, acabou devastando a cidade, que possuía aproximadamente 50 mil habitantes, levando tudo para lama, como estradas e casas.

Na época, o Estado havia realizado um alerta acerca do perigo iminente, contudo, parte da população acabou sendo pega desprevenida. De acordo com as informações concedidas pelo site de notícias UOL, o total de 25 mil pessoas tiveram suas vidas ceifadas.

Diante de toda a tragédia, uma história acabou marcando para sempre o episódio de maneira bastante triste. Uma menina, identificada pelo nome de Omayra Sánchez, de apenas 13 anos de idade, acabou sendo presa e enterrada em meio aos destroços, ficando livre, apenas, seus braços e cabeça.

Um fotógrafo de nacionalidade francesa registrou os momentos de angústia da criança, que não pôde ser resgatada.

Apesar dos esforços realizadas pela equipe de resgate de voluntários, se mostrou impossível retirar a menina do local sem provocar a sua morte, uma vez que suas pernas se encontravam embaixo d’agua devido a uma parede de tijolos. Ainda segundo as informações, os braços da tia de Omayra, que já havia falecido pela lama, também seguravam as pernas da criança.

Em uma entrevista concedida para à BBC, o fotógrafo francês, Frank Fournier, responsável por retratar as últimas imagens de Omayra, informou que o intuito era eternizar a dignidade e coragem da menina, conseguindo, também, mobilizar as pessoas a resgatarem mais sobreviventes. Omayra faleceu em apenas três horas após as fotografias, e 3 dias após ser encontrada por voluntários.

A tragédia, como era de se esperar, causou uma grande revolta ao governo colimbiano na época do ocorrido. De acordo com os voluntários, o governo não havia concedida os equipamentos necessários para realizar o resgate da menina.


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